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A importância de um estudo biomecânico da corrida

Já aqui escrevemos, pela mão da podologista Emília Ribeiro, da ROPE/Clínica Nuno Mendes, que o pé é um mistério com 28 ossos, 33 articulações e mais de cem tendões a que Da Vinci chamava de “peça de engenharia”. E que, para lá disso, é o órgão que suporta todo o peso corporal do atleta durante a corrida.

Para que não fiquem dúvidas do que isso significa, atente-se neste números: um corredor dos bons (daqueles que enfiam uma maratona em três horas…) dá cerca de 160 passos por minuto. Ou seja, 28.800 passos numa maratona. Descendo à terra dos comuns mortais do pelotão e imaginando que corremos todos a uma velocidade estonteante que permite encaixar 10 quilómetros em 50 minutos, o cálculo aponta oito mil passos. Oito mil vezes a colocar em cima da planta do pé todo o nosso peso multiplicado pela velocidade.

Ora, lembrava então Emília Ribeiro, “pressões anormais podem também levar a alterações nas articulações dos joelhos, anca e coluna vertebral. Todas as forças anómalas ao programado pelo nosso organismo vão ser automatizadas pelo nosso sistema muscular e articular. Quando este falha aparecem as lesões”. Evitá-las passa por prevenir, estudando o pé e, se for caso disso, corrigindo com palmilhas personalizadas eventuais erros de postura e irregularidades plantares que alteram o impacto.

A especialista defende a realização de um estudo biomecânico, que não se limita ao pé. “O estudo biomecânico passa por várias etapas, desde a plataforma de forças em que conseguimos perceber a forma como as pessoas estão a apoiar o pé; o scan 3D que nos permite uma réplica do pé exatamente como ele é, ou seja, não nos leva ao molde antigo, em carga, que potenciava uma série de situações que o paciente, em dinâmica, não fazia; a avaliação 4D, uma sala completa de análise de movimento. Tudo isso acaba por ser importante para a confeção da palmilhas.”

A experiência de Tiago Maia

“As palmilhas primeiro estranham-se e depois entranham-se”, admite Tiago Maia, atleta de Triatlo do Benfica, que realça o “conforto enorme durante os treinos e as competições”. Tiago garante que adquiriu maior estabilidade e deixou de sentir “aquelas dores pontuais que há a nível articular e muscular”. “A qualidade da corrida e o prazer que se tira do treino e das competições são totalmente diferentes”.

(Artigo elaborado no âmbito da parceria JN Running – ROPE | Clínicas Nuno Mendes)

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