Carlos Sá na travessia da Gronelândia
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Num ano que definira como de acalmia, Carlos Sá deverá tentar aquele que é provavelmente um dos desafios mais duros da sua carreira de ultramaratonista:a travessia da Gronelândia, 800 km sob temperaturas entre 30 a 40 graus negativos. “É um desafio muito arrojado, que já está a ser preparado há algum tempo, mas é isto que eu procuro. Era para o ter feito este ano, mas senti que não estava preparado ao nível físico e da logística, mas agora vai mesmo arrancar a 19 de maio”, contou ontem o atelta, à agência Lusa.

Na aventura, cujo tempo estimado de conclusão ronda os nove a dez dias, Carlos Sá vai estar acompanhado por outro português e dois noruegueses, entre os quais Harald Hauge, que já cumpriu este percurso 12 vezes. “Espero que consigamos vencer todas as dificuldades da travessia, que vai ser feita em esqui, a puxar um trenó e em total autonomia, apenas com um telefone de satélite e um localizador de GPS, em caso de emergência. Esta é uma região onde pode nevar dois metros por dia, com ventos entre 200 a 300 km/h e uma grande comunidade de ursos”. “Durante as três a cinco horas em que se pode dormir tem de ficar sempre acordado, à vez, um dos aventureiros, com uma arma, para proteger dos ursos”.

“Não sabemos mesmo quais as condições que vamos encontrar. Este ano, mesmo que estivéssemos preparados para ter iniciado a aventura em maio, o tempo não esteve frio o suficiente para a concretização da travessia. Por isso, espero que venha um inverno bastante frio para termos neve mais sólida”. O ultramaratonista de Barcelos confirmou ainda a sexta participação consecutiva na Maratona das Areias, de 10 a 15 de abril, no deserto do Saara, em Marrocos, prova na qual tem como melhores registos os quartos lugares alcançados em 2012 e 2014.

 

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