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Onde a terra se acaba e o mar começa

  
Correr “onde a terra se acaba e o mar começa” é o que vamos fazer no próximo Sábado com mais de 700 atletas, a convite da Horizontes, empresa que organiza a Ultra Trail de Sintra. A prova terá uma distância ultra de 50 km e outra de 20, ambas com início e fim na Praia das Maçãs.

Sintra, conhecida pelo encanto dos palácios e castelos, pelos doces tradicionais e pelas suas fantásticas praias é também o destino de eleição para muitos dos amantes dos desportos na natureza. Não há fim-de-semana em que não seja invadida por centenas de praticantes de BTT, corrida em trilhos ou mesmo caminheiros em grupo ou vagueando sós, em perfeita contemplação e harmonia com a floresta autóctone, densa, húmida e bela que a caracteriza. 

As estradas que circundam a Serra, que milhares usam em passeios de lazer e contemplação, eternizadas em filmes e livros, que ligam lugares de onde se vê o que se julga ver, mas que têm muito mais quando nos embrenhamos no seu ventre, serão cruzadas pela tribo que busca sempre um ponto mais alto, mais perto, para tornar o que aparenta ser belo numa imagem que nos enche a alma de encanto.

Sintra, que barra naturalmente o Norte do Sul com uma língua de Este para Oeste que se esconde por baixo do mar, tombada abaixo dos 140 metros da ponta ocidental da Europa – o Cabo da Roca, que Camões tão bem eternizou na frase que dá título a este texto – é a Serra com as mais belas janelas de onde se admira, em todas as direções, toda a beleza que enriquece o Parque Natural de Sintra – Cascais. Os trilhos, os cursos de água, o verde que a cobre como reposteiros, são tranças de uma bela Senhora, com milhões de anos, e que nos fazem regressar à juventude e ao petiz hábito da descoberta. Sim, da descoberta. Porque há sempre algo belo para descobrir em Sintra.

Rui Pinho

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