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O que é libertação miofascial?

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Haverá corredores que nunca tenham sofrido com contraturas musculares, que não tenham sentido os músculos presos e cansados após exercícios intensos, ou aquela sensação de, por exemplo, ter os gémeos bloqueados ao cabo de umas curtas dezenas de metros de uma subida (mormente agora que as corridas por trilhos se tornaram moda)? E que tudo isso vai piorando com o tempo? É precisamente sobre esses sintomas que a libertação miofascial – uma prática que vai ganhando cada vez mais adeptos – quer exercer. Mas de que técnica se trata afinal?

Por partes: miofascial é uma palavra composta por “mio”, que significa músculo, e “fascial”, de fáscia, ou tecido conectivo. a fáscia é aquela membrana branca que envolve qualquer pedaço de carne na montra do talho. “É um tecido que temos entre a parte muscular e a pele, direcionado como se fosse uma teia. E que muitas vezes está contraído”, explicou-nos o personal trainer especializado em mobilidade Joel Freitas, à margem de um workshop sobre o tema no ginásio Kangaroo, em Matosinhos, e que se repete no dia 4 em Lisboa, no ginásio Prime Fitness.

É essa contração que provoca “tensões, cansaço, fadiga, inibição de liberdade de movimento”. Resulta do excesso de carga ou, ao contrário, da inibição do exercício por fadiga, ou ainda de durante demasiado tempo se fazer apenas o alongamento básico sem trabalho de massagem.

Os tecidos acabam por memorizar um estado contraído, dificultando o relaxamento. A repetição dos exercícios de libertação miofascial ajuda a eliminar a memória dos tecidos. E podem ser feitos em casa, sem necessidade de terapeuta, com ajuda de rolos ou de uma bola dura.

A diferença para uma massagem está, explica o treinador, no movimento enquanto se faz a libertação. O princípio é simples: passar o rolo ou a bola sobre o músculo que se pretende libertar até encontrar um ponto de dor, que, numa escala de zero a dez, deverá ser de sete (para que se perceba, dez é quando dói até às lágrimas). Aí pressiona-se 30 segundos. A libertação faz-se depois, com movimentos de contração e estiramento do grupo muscular em causa (mexendo o pé para cima e para baixo quando se trata de libertar um gémeo, por exemplo). E por fim deslizar a bola ou o rolo por todo o grupo muscular.

O resultado? “Flexibilidade, elasticidade, mobilidade, performance, amplitude dos movimentos e regressão das contraturas”, diz Joel Freitas.

Ivete Carneiro

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