Testámos as Speedcross 3

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Leves, justas ao pé, seguras na maioria dos pisos e bonitas. Em poucas palavras é o que se pode dizer das Salomon Speedcross 3, que testámos em diversos ambientes e só nos fizeram escorregar uma vez, numa laje de granito húmida e com musgo.

Com um peso de 310 gramas, a leveza será porventura o ponto mais positivo desta sapatilha blockbuster, que oferece proteção para a lama em toda a volta, na base. Do lado negativo, notámos alguma rigidez na sola, que se pode revelar cansativa ao cabo de algumas dezenas de quilómetros, principalmente se o percurso for rápido e muito descendente.

Já as subidas rolantes ou técnicas surgem facilitadas pela leveza da sapatilha, que não se reflete no amortecimento ao nível do calcanhar. Em pisos de pedra solta, sente-se, contudo, a irregularidade na zona plantar.

As Speedcross 3 têm um comportamento absolutamente irrepreensível na neve, muito bom na lama e na terra batida, razoável na gravilha e algo inseguro no granito molhado, mas não em pedra seca.

Quanto ao aconchego ao pé, evita torsões indesejadas e oferece um bom nível de confiança, até pelo reforço na biqueira, que protege os dedos do impacto de embates frontais em obstáculos. De realçar ainda o facto de dificilmente entrarem pedras para o sapato. Ainda que mais baixo face a modelos anteriores, o drop de 9 mm poderá dar a sensação de alguma instabilidade a quem está habituado a calçado mais minimalista. Um ponto mais fraco parece ser a respirabilidade, até devido à proteção para a lama.

Resta dizer que custam à volta de 100 euros, mas pode baixar dependendo do ponto de venda e dos descontos aplicados.

Ivete Carneiro

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