Famílias deram corda às sapatilhas

Treze mil pessoas cortaram a meta da Corrida do Dia do Pai, este domingo, junto ao Parque da cidade do Porto, com uma boa disposição abençoada pelo sol e tempo ameno, a receita perfeita para pôr muitas famílias a correr, a caminhar ou a apoiar os participantes. Entre os milhares de corredores, houve sapatilhas VIP, como as do jornalista Mário Augusto, padrinho da prova, do apresentador televisivo Jorge Gabriel ou da relações públicas Cláudia Jacques.

Dos oito aos 80, ninguém poupou esforços. Novos, velhos, magros e menos magros encheram as ruas. Para os menos afoitos – a corrida de dez quilómetros não será para todos os fôlegos – houve uma caminhada de sete quilómetros.

O JN Running intercetou alguns. Como Paulo Silva, que há vários anos participa na Corrida do Dia do Pai e com ele traz sempre uma gigantesca claque. A corrida deste ano teve para ele um “gostinho” especial: foi o primeiro ano a correr enquanto pai. Já Pedro Matos está no quarto ano de prova e segundo como pai. Filipe Vaz levou consigo mulher, filho e primas. Depois de cortar a meta, o sentimento coletivo era de objetivo cumprido. E provou que as corridas também podem ser sinónimo de integração.

Quem também lucrou foi a Associação Joãozinho: foram arrecadados 6500 euros para ajudar a financiar a construção da nova ala pediátrica do Centro Hospitalar de S. João, no Porto, conseguida através de parte do valor das inscrições (custavam cinco euros para a caminhada e dez euros para a corrida).

Apesar de nestes dias pouco se notar – todos são vencedores –, também houve competição a sério. Subiram ao lugar mais alto do pódio Doroteia Peixoto, dos Amigos da Montanha, e Hélio Gomes, do Benfica.

Marcela Vilas Boas

Fotos: Artur Machado

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