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A Wings For Life World Run já mexe

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A dois meses da segunda edição da primeira corrida global da história, os embaixadores portugueses da Wings for Life World Run juntaram esforços num treino conjunto, no Centro de Alto Rendimento de Atletismo Mário Moniz Pereira, no Jamor. Correram durante uma hora sob a direção do vencedor do ano passado, o antigo corredor de alta competição e hoje treinador António Sousa, numa organização conjunta com a Federação Portuguesa de Atletismo. A prova solidária – todo o produto das inscrições reverte para a Fundação Wings For Life, que investiga a cura para lesões da espinal-medula – acontece a 3 de Maio, no Porto.

“A Wings for Life World Run tem para nós a máxima importância: por um lado há a causa social associada ao estudo das lesões vertebro-medulares que todos devemos apoiar e por outro o facto de esta corrida apresentar um conceito muito original”, disse, a propósito, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Jorge Vieira. Além de acontecer em 35 cidades dos seis continentes, tem a meta a correr atrás dos atletas em vez de serem os atletas a correr para a meta. As inscrições para a Wings for Life World Run já estão abertas e custam 25 euros. E até 15 de março dão direito a dorsal personalizado.

António Sousa venceu a edição portuguesa de 2014, na Comporta, e pode por isso ir correr a qualquer parte do mundo. É o prémio para vencedores nacionais. Escolheu Takshima, no Japão. A vencedora feminina portuguesa, Maria Santos, correrá em Melbourne, na Austrália.
A receita da primeira edição, cerca de 3,2 milhões de euros, vai financiar um grupo especial de oito pacientes integrados num estudo envolvendo 36 doentes para testar a hipótese de um estímulo peridural poder ser usado para recuperar um nível significativo de controlo autonómico. O trabalho foi tornado possível pela cooperação entre a Fundação Wings For Life e a Fundação Christopher & Dana Reeve, que resolveram ajudar a expandir um trabalho a cargo da investigadora Susan Harkema.

Depois de um acidente rodoviário, Rob Summers foi informado de que nunca mais poderia andar. Mas, depois de lhe ser implantado um estimulador elétrico ligado à espinal-medula, Rob começou a mexer seus membros. Foi o primeiro de quatro pacientes a receber o estímulo peridural elétrico numa terapia experimental. “Num mundo onde as lesões na espinal-medula ainda são consideradas irreversíveis, o estímulo de nervos que eram tidos como perdidos é considerado nada menos do que um milagre médico”, acredita a Wings For Life.

I.C.

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