Maria está a uma maratona do 777

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Com seis maratonas cumpridas, o grupo do Desafio 777 (sete maratonas em sete dias consecutivos em sete continentes), em que se insere a corredora portuguesa Maria Conceição, está dependente das condições meteorológicas para concluir a aventura na Antártida. O avião ainda chegou a levantar de Punta Arenas, mas teve de voltar para trás devido à falta de visibilidade.

Para trás ficaram seis maratonas e seis continentes, desde domingo passado. Esta sexta-feira, foi a vez de Punta Arenas, no sul do Chile, que Maria Conceição – que corre para angariar fundos para a Fundação Maria Cristina, que criou no sentido de promover educação para crianças nos bairros de lata de Dhaka, no Bangladesh – terminou em segundo lugar feminino. “Tenho de ser honesta, houve lágrimas durante os primeiros 20 km, as minhas pernas e pés estavam inchados de tantos voos. E jurei que nunca mais correria maratonas consecutivas, NUNCA MAIS!”, escreveu a atleta humanitária na sua página do Facebook. “Depois de um duche, uma refeição rápida e duas horas de sesta, partimos para o aeroporto para um voo de três horas”, logo a seguir ao qual deveria ter arrancado a última maratona do 777.

Maria, que criou a fundação em 2005, propôs-se a este desafio (organizado pela Marathon Adventures e juntando corredores de 13 países) para angariar fundos para pagar as contas do último ano letivo. Ontem, depois de se assumir desalentada com o facto de as doações não estarem a ser o que esperava, admitia que 70 das crianças que apoiava perderam o acesso à escola em 2015. “No ano passado, só recebemos metade dos fundos de que precisávamos para manter a Fundação, pelo que tivemos que fazer uma redução”. Maria lança mais um apelo, a escassas horas de concluir o 777: “Eu esperava dar notícia com uma história de sucesso na angariação de fundos completando sete maratonas em sete dias consecutivos em sete continentes. O facto de eu terminar este desafio, só por si, não o tornará uma aventura de sucesso. Este esgotante desafio só terá valido a pena se as pessoas tiverem avançado com solidariedade”.

O 777 arrancou domingo passado em Melbourne, na Austrália, seguiu para Abu Dhabi, Paris, Tunis, Nova Iorque e Punta Arenas. Se tudo correr bem, termina hoje, dia 14, na Antártida.

Ivete Carneiro

 

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