777: Maria Conceição já arrebatou 555

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A corredora de fundo portuguesa Maria Conceição soma e segue: já cumpriu 555 premissas do Desafio 777 e já está no Chile, a caminho da sexta maratona em seis dias seguidos em seis continentes diferentes, depois de cumprir com um sucesso que nem ela esperava a prova que os organizadores agendaram para Nova Iorque. Apesar do frio gélido e da neve que caiu, Maria terminou em quinta da geral e segunda do grupo 777, que junta atletas de 13 países.

Recorde-se que, com o Desafio 777, Maria quer trazer luz sobre a Fundação Maria Cristina, que criou para promover a educação das crianças dos bairros de lata de Dhaka, no Bangladesh. A atleta quer angariar o suficiente para pagar as faturas escolares atuais e arrancar um novo ano académico sem pontas soltas. São 68 mil dólares.

A prova da América do Norte foi corrida num parque em Long Island, Nova Iorque, depois de uma noite em quarto de hotel, depois de uma viagem transatlântica desde Tunis, onde correra de madrugada. O desfio começou domingo na Austrália (Oceania), passou a segunda-feira em Abu Dhabi (Ásia) e a terça na Europa (Paris) antes de descer ao Norte de África (Tunis). O caminho que se segue é o de Punta Arenas (América do Sul), onde correrá pelas 16 horas locais, escassos 60 minutos depois de ter aterrado. Mal termine um último voo levará os corredores para o gelo da Antártida, para a sétima e última maratona, num programa pensado pela Marathon Adventures

Com o Desafio 777,Maria quer de novo arrebatar recordes do Guinness em nome da solidariedade. Já detém três. “Eu farei tudo para manter a fundação viva. Eu corro pelos meus 200 meninos”. A angariação de fundos associada a este desafio em particular faz-se aqui e só será efetiva se Maria conluir as sete provas.

Ontem, antes de riscar a América do Norte da lista 777, Maria não escondia um certo desalento. “Começo a sentir muita ansiedade, porque estou preocupada com o facto de não conseguirmos angariar fundos suficientes com este desafio para manter todos os nossos miúdos na escola por mais um ano. Estas corridas são mentalmente muito duras e a preocupação com a Fundação tonram-nas ainda mais exigentes. Dou por mim a pensar ‘Qual é o interesse de fazer isto se não traz dinheiro suficiente?’”.

Ivete Carneiro

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