Testámos o Suunto Ambit2

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O JN Running foi convidado a testar o relógio com GPS integrado Suunto Ambit 2 Black HR. Experimentámo-lo em corrida de estrada e de montanha e em BTT, para aferir designadamente a navegação por tracks.

A primeira abordagem ao relógio foi muito fácil, a navegabilidade do software revelou-se bastante intuitiva e, sobretudo, muito rápida. E a captação de GPS é quase instantânea, ao contrário do que acontece com os Ambit R e S. Além disso, a forma como se salta de parâmetros no visor é irrepreensível e pode ser feita em segurança sem reduzir a passada.

Com muita precisão, o Ambit 2 goza, ainda, de uma excelente autonomia (aqui também em comparação com outros Suuntos). Usámo-lo numa ultra, tendo chegado às 11 horas de prova feitas com leitura ao segundo ainda com 27% de bateria.

O relógio pareceu-nos, contudo, algo pesado, sensação que haveria de confirmar-se após o uso num ultra trail. O facto de a pulseira não se ajustar perfeitamente à largura de um pulso de mulher não terá ajudado.

Ponto menos positivo: depende da plataforma Movescount, pouco amigável, lenta e trabalhosa. Não foi fácil perceber como carregar tracks externos. Foi mais aborrecido ainda ter de apagar uma a uma todas as atividades do relógio. E editar tracks é uma tarefa quase impossível. No entanto, a gravação dos percursos efetuados tem grande rigor. Quanto ao uso em BTT, apesar de não ser o seu alvo, consegue cumprir funções, designadamente permitindo seguir trajetos, ainda que com a dificuldade óbvia resultante de um ecrã de tamanho reduzido.

Terminamos com outro óbice: o preço pouco acessível para a maioria das pessoas. Desceu de cerca de 450 para cerca de 350 euros após a entrada no mercado da versão mais recente, o Ambit 3.

Ivete Carneiro e Nuno Marques

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