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Maratona do Porto com quase cinco mil inscritos

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Com quase cinco mil inscritos para a distância rainha, a 11ª edição da Maratona do Porto cumpre-se no próximo dia 2 de novembro como uma aposta ganha.

A prova começou no ano de 2004 com 317 atletas, fez a segunda edição com 315 e tinha tudo para não vingar, até as marcas: 2h22 era um tempo que afastava as pessoas, por significar um terreno difícil. A aposta reforçada deu frutos no terceiro ano, com o queniano Lawrence Saina a bater o recorde português dos 42 km, com 2:09:52. No mesmo ano, Priscah Jeptoo, também do Quénia, fazia a marca feminina descer às 2:30:40. Estava “catapultada” a prova, cujo recorde foi batido por um segundo em 2011, pelo queniano Philemon Baaru.

Onze anos depois, a Maratona do Porto tem quase cinco mil inscritos. Associada com a Family Race de 16 km e a Fun Race de 6 km, promete colocar nas ruas do Porto, Matosinhos e Gaia cerca de dez mil pessoas. Entre eles, estrangeiros de 47 nacionalidades.

No ano passado, 2745 pessoas terminaram a prova, num crescimento de 65% face a 2012. A aposta assumida para este ano pelo diretor-geral da Runporto, Jorge Teixeira, é ter mais de quatro mil pessoas a cruzar a meta. E aponta já o objetivo de 2015: conseguir 7500 inscrições, a reboque da crescente prática de corrida na sociedade portuguesa. Há dez anos, recordou Jorge Teixeira, na apresentação da prova, não haveria 500 portugueses a correr a distância e metade deles corriam lá fora. “Em tão pouco tempo, 11 anos, é muito difícil uma maratona crescer desta forma, ainda por cima não estando no centro da Europa”.

Lembrando que a Maratona do Porto é a única homologada em Portugal e reconhecida por instâncias internacionais, Jorge Teixeira recorda que se trata de uma prova onde “atletas de referência portugueses investem a época desportiva na procura de mínimos”. Entre eles está Rui Pedro Silva, que ostentará o dorsal nº1. Juntam-se-lhe os quenianos David Kipsang, Martin Kiprugut Kosgei e Daniel Keitany. A start list feminina conta com as quenianas Selly Jepkemoi Korir, Susan Jepkoech e Salome Simotwo.

Aposta no turismo desportivo

A prova foi apresentada no Salão Nobre da Câmara do Porto e saudada como uma aposta no turismo e uma imagem da Frente Atlântica. “Este evento começou por não poder atravessar a ponte Luís I”, recordou o presidente da Câmara, Rui Moreira, que convidou as autarquias de Matosinhos e Gaia a estarem presentes na cerimónia, unidas pela Maratona que, diz, “faz parte da marca Porto.”

“Temos um cenário excecional que temos que desfrutar e colocar ao serviço das pessoas”, acredita o autarca, segundo o qual “a Maratona traz qualquer coisa como três mil turistas”, “pessoas com muito poder de compra”, e enche hotéis numa altura em que não é habitual. “Representa uns milhões de euros a distribuir por todos os agentes económicos”.

Ivete Carneiro

(Foto Carlos Pereira)

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