Carlos Sá a caminho de novo desafio na Amazónia

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Depois da Maratona das Areias, no deserto do Sahara, depois dos 217 km da Badwater no Vale da Morte, na Califórnia, depois do Ulta Trail du Mont Blanc, nos Alpes, Carlos Sá vai tentar concluir o ano com um quarto ultra desafio dos listados entre os mais duros do mundo: a Jungle Marathon, na Amazónia, Brasil. A estes soma também o Coastal Challenge (225 km na Costa Rica, em Fevereiro).

São 254 km de selva e tudo o que está nela, pântanos, animais, declives, vegetação tropical, dormida em rede nas árvores, temperaturas acima dos 40 graus e humidade constante nos 99%. São seis etapas, uma delas para concluir em dois dias, e arrancam já este domingo da floresta de Tapajos, perto de Santarém, na Amazónia, para a décima edição da prova considerada mais dura no que diz respeito à resistência e que só aceita 50 inscritos. Entre eles, os portugueses Carlos Sá e Carlos Coelho.

“Nem tive tempo de olhar para aquilo e de estudar a prova”, disse Carlos Sá ao JN Running, no final do Grande Trail da Serra D’Arga, evento que envolveu perto de dois mil corredores no passado fim de semana. “Tenho um dia para me adaptar” às condições climatéricas e as dicas de um atleta brasileiro que costuma ficar bem classificado neste prova.

A experiência da corrida ao longo de dias em regime de autonomia, o ultramaratonista tem-na das várias edições da maratona das Areias em que participou. A diferença, aqui, será o tempo de descanso, sem os acampamentos “de luxo” oferecidos em Marrocos. A experiência do calor vem-lhe de Marrocos e do Vale da Morte. A experiência do clima húmido, trouxe-a em Fevereiro da Costa Rica. Sobra na Jungle o pantanal, a “selva mais imponente”, e, pormenor importante, “a bicharada”. Mas Carlos Sá está habituado a treinar em montanha e no fresco ar do Minho ou do Gerês. A última prova foi nos Alpes e as últimas semanas foram passadas na Arga,onde o inverno rigoroso paraece ao virar da esquina. “Se conseguir, serão quatro das provas mais difíceis do mundo feitas este ano”.

E porquê a Jungle Marathon? Por ser “um desafio diferente” e por “gostar de fazer provas onde estão os melhores”. Mas, essencialmente, para “não criar monotonia”.  A falta de preparação específica é, para Carlos Sá, “a essência das coisas”: parte com entusiasmo não disfarçado, mesmo que o desconhecido “possa vir a comprometer resultados”. Até porque é a primeira vez que vai pisar solo brasileiro…

Ivete Carneiro

3 comentários

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  • Victor Fernandes

    1.10.2014

    Isabel Fontes:……
    “A diferença, aqui, será o tempo de descanso”…lol

  • Isabel Fontes

    1.10.2014

    Boa tarde
    Agora fiquei confusa…
    Acho que o artigo tem um erro… Descanço ?!?!?
    3ª linha do penúltimo parágrafo…

    • ivete

      1.10.2014

      Muito obrigada. Está corrigido.