1
Reprogramação do movimento por Eduardo Merino

Chama-se “reprogramação dinâmica do movimento”, tem nome e técnica certificada e foi desenvolvida ao longo dos últimos anos pelo fisioterapeuta e osteopata Eduardo Merino. Que acontece ser, também, um feroz corredor de montanha e percebe, por dentro, as necessidades e os erros que muitos cometem na foram como abordam o chão.

Desde que criou a Clínica Eduardo Merino Terapias Manuais, em Paredes, há 12 anos, que o especialista quis trabalhar com atletas. Depois do futebol e do andebol, atacou a corrida, ciente da quantidade de praticantes amadores que a modalidade atrai. E desenvolveu técnicas de correção de postura.

“Sempre achei necessária a execução de determinados procedimentos que desencadeassem estímulos de correção de postura – em toda a gente, não só nos atletas. Um jornalista, por exemplo, está com o microfone na mão a entrevistar pessoas numa determinada postura e, se calhar, desencadeia lesões devido a essa postura. Um jogador de futebol tem uma postura específica, um trabalhador num fábrica também”, explicou o terapeuta ao JN Running.

Ora, “nas consultas as pessoas estão numa marquesa, ali paradas, quando no dia a dia estão em movimento”, daí a necessidade de “construir uma técnica” para correção em movimento, “para aí sim termos a certeza que a estimulação dos músculos e dos ligamentos para as correções de postura fossem dinamizados no movimento real que aquele ser humano está a desenvolver”.

E resultados palpáveis de tudo isto? Eduardo Merino trabalha com as operárias de uma unidade fabril com cerca de mil trabalhadores, onde cerca de 20% sofriam de lesões. Conseguiu corrigir todas as que obrigavam a baixa.

clinicaParedes_print2696
No desporto, a correção acaba por funcionar melhor ainda, porque a compleição muscular do atleta permite “receber estas informações de uma forma mais capaz”. Além de ter “uma coisa importante: quer ganhar, quer competir, ou quer superar-se”. A garantia de Eduardo Merino é a de que consegue “claramente melhorar os índices a performance e principalmente a forma como o atleta se sente capaz de fazê-lo”.

Quando visitámos a Clínica Eduardo Merino, cruzámos Albino Magalhães, 30 anos, corredor de ultra trail. Ao fim de ano e meio, garante, “os resultados são melhores, tanto em termos físicos como pessoais”. O atleta diz que “as tensões com que ficava muitas vezes nos treinos de intensidade, nas descidas, porque são muito brutas, foram-se libertando”. E garante ter ganho eficiência nas recuperações entre treinos e nos resultados competitivos.

Ivete Carneiro

1 comentário

Leave a Reply

Faça login para comentar